Arte. Algo legal de se fazer. Ao menos, penso que deve ser. Deixar suas impressões num pedaço de argila, num tronco de madeira, no branco de uma tela sem cor, nas linhas de um livro a escrever.
A arte deve vir do âmago. Deve ser exorcizante, excitante, orgástica. Deve dar alegria depois de feita, mesmo que fale de coisas tristes.
Eu, particularmente, me sinto bem escrevendo. Não sei pintar, nem bordar, menos ainda esculpir. Mas acho que me viro bem com as palavras. Em prosa ou verso. Se bem que. com a poesia, me sinto mais criativo.
A poesia está nas curvas de um sorriso, no esvoaçar de cabelos ao vento, no canto de uma ave esquálida e desengonçada, no abraço carinhoso de um pai. Vejo poesia até mesmo no cachorro, que enterra seu presentinho na areia do parque. Adubo orgânico. E poético.
Quando estou apaixonado, então, é um poema a cada espirro. Ou a cada suspiro. Ou melhor, a cada piscadela de olhos. Amando, me sinto quase que um Neruda, com traços de Drummond. Sonho.
E o que alimenta mais a poesia do que o sonhar? Acho melhor eu parar por aqui, antes que, de parágrafos, se façam estrofes. E que nunca consigamos viver sem arte.

Muito bacana o texto!
ResponderExcluirVc já foi menos sucinto em seus comentários, amigo.
ResponderExcluirEu não sei oq falar. Réu confesso.
ResponderExcluirFale de sua arte! Que me inspirou a fazer meus blogs! Rs.
Excluir